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 Escrito por Fred às 15h28 [] [envie esta mensagem]



Intervalo

Pelo que foi, pelo que passou, vai ficar aqui um vazio por um tempo. Não são férias, é um recesso. Não tenho mais vontade de escrever, por agora.

 Escrito por Fred às 11h58 [] [envie esta mensagem]



Pois bem

Pois bem. Fica claro que nos conhecemos. Fica claro também que, para um possível anônimo, o conhecimento de causa e a citação de um passado com o ressentimento e a negação da própria vingança seria impossível. Então a finalidade da discussão não vai além de um palmo. Sem refinar o assunto, como é requisitado, vamos à cerne. Não expus ferida ao público em nenhum momento num texto que dizia respeito somente a mim mesmo, onde, por um comentário tanto certo quanto agressivo, sem exato motivo ou pedido para tanto, começamos uma discussão, eu que digo quem sou e você que não diz quem é e se esconde com uma raiva desnecessária. Pois bem. Não fará bem extender o assunto. Passou da graça de discutir com as nossas palavras no momento em que algo está tentando ser exposto, como o patético das coisas que digo e também a suposição dos meus defeitos. Claro, todos temos os nossos. Mas acho sinceramente que a quem tem a coragem de dizer coisas assim, é incoerente a covardia de não dizer quem é. Se estamos aqui a expor coisas, quem sou eu, que vivo esse espaço quase público, visto que só entram aqui os meio interessados, para me esquivar das suas amargas palavras. Vamos ao ponto, então, uma vez que é absoluta mentira a de que não é vingança dizer e repetir coisas, já não sendo a própria vingança dizer que, "eu cutuquei, não por vingança, mas só para confirmar o que eu não quis entender: a cegueira do sentimento nos faz ver as pessoas muito mais do que elas são" e até mesmo o ego que sou acusado de manter, ao mesmo tempo que a condição de vítima. Está claro, então, que nos conhecemos. Se for quem eu penso que é, e espero mesmo estar redondamente enganado, vou ficar não apenas magoado, como também decepcionado, caso não diga quem é porque nada mais seria que vingança. Mas é necessário que se faça honra. Se vem aqui dizer o que pensa, devo entender que me dispus a essas aparições. Pois bem. Estou aqui, exposto. Se tem a coragem e a coerência, diz quem é. Porque é muito fácil apontar o dedo, sem sequer dizer o próprio nome. Fácil, claro, mas ainda covarde. Coisa que se for dessa pessoa que conheço, seria de extrema surpresa pois covarde é algo que não era. Caso não seja e não nos conhecemos de fato, poupe suas palavras. Nada tem que dizer ou estar aqui se não nos conhecemos, coisa que acho muito pouco, mas muito pouco provável mesmo. No caso de mais palavras amargas, depois do que tentei dizer como um estamos quites, poupe. Seriam nada mais que baixa vingança que tanto é negada. Se não era, pela cegueira do sentimento, quem parecia ser, acho que o engano não foi meu. Passou a graça das nossas palavras elegantes. Infelizmente, não houve a hora de não dizer mais nada, cada um diz a sua, mas querendo responder, você foi capaz de provocar a si mesma uma cobrança. Pois bem. Diga quem é, apareça com seus reais motivos para que desprotegida do anonimato vejamos se tem ainda a mesma coragem de dizer coisas dessa crueldade. Quem diz o que quer, ouve o que não deseja. Meu ego. Certamente. Porém não se exclua, como vítima você, de saber dessa vingança o seu ego, seu nome e a sua coragem ou covardia. As ofensas passaram do ponto. De onde venho, por quem fui criado, é preciso apresentar-se antes de bater. Coisa que não creio que fez com clareza. Se estamos aqui a expor, vamos então expor o necessário. Da deselegância das suas palavras elegantes, se for capaz, desça e então como sabe quem eu sou e não escondo, poderei saber o mesmo de você. Se com outro comentário dos seus, com as suas razões e certos aqui e lá, responder sem nome e com mais agressões sem dar sua parte, não vou mais dizer nada. Pra mim terá bastado a covardia. Ou então a coragem. E daí quem sabe a coragem de nos desculparmos pelo que dissemos, porque se for quem penso que é, isso tudo é tão desnecessário como qualquer vinganca. Tentei encarar esportivamente o comentário, cutucado, me defendo. Mas agora a coisa virou de briga e não tenho mais na vida motivo pra brigar com ninguém, apenas por coisas. E se não te conheço, de fato, ponha-se no seu lugar. Caso te conheço, aqui estão baixas minhas armas. Ou baixa as suas e abre o elmo para mostrar a cara, ou covarde vá embora. Simples assim. Desculpe pela longevidade do texto. Sempre fui prolixo. Ao contrário de você, não nego meus defeitos. Vamos ver onde vamos. Qualquer palavra sua que não quem é você será tão desnecessária como essa vingança besta. Paramos com isso por aqui. Não gosto de ser acusado por quem não sei quem é. Engoli as palavras duras e tentei reagir com bom humor, mas se do veneno dos escorpianos está vacinada, é porque não conhece, talvez nem eu conheca o verdadeiro veneno, aquele que nunca soltei, que talvez venhamos a conhecer em breve. É preciso que se diga, em tempo, que sou feliz com a minha vida que nela me basta e tenho o que necessito inclusive as pessoas que me encantam e já me encantaram. Caso contrário eu ficaria a acusar os outros do que eu mesmo sou, ficaria preocupado em expor a vida alheia, infeliz que seria com a minha própria, porque convenhamos, quem é feliz de fato não perde o próprio tempo indo por vontade própria a um lugar e amargar essas palavras, quem é feliz não faz isso, antes que se diga mais, estou em casa e a visitante é você. Se tem medo de dizer quem é, nada mais precisa dizer. Afinal, os felizes como se julga e a mim sem saber nega essa condição, são também corajosos. Tudo fica claro. Se não tem medo, pois bem, vamos acertar as contas, porque ambos sabemos que patético é a covardia. Cara a cara como se manda por dignidade. Tenho me tornado mais pacífico a cada dia, mas ainda corre no meu sangue minha essência, que como meus defeitos e meu nome, eu não nego. Vamos ver quem vem lá.

 Escrito por Fred às 14h51 [] [envie esta mensagem]



A vida é doce.

A crueldade, nem a crueldade, a frieza técnica de uma frase que eu conheço de uma pessoa tem bens e males. Por mal, não é necessário dizer o porque. Se você pudesse escolher ser atropelado por uma bicicleta ou um caminhão, o que você escolheria?

O bem é que a verdade chega bem mais rápido. A visão, ainda que tendenciosa, de fora, de alguém que vê coisas que você talvez não veja. É uma luta eterna essa da angústia e do ego, deliciosamente explicada, sintética e perfeita no comentário do texto abaixo. Simplesmente certo. Mas atire a primeira pedra aquele que não se dribla. Atire a primeira pedra aquele que se dispõe a ser algo e não cansa e quer um dia ou outro se refugiar na confortável condição de vítima? Certa, muito certa.

Como sempre, nos comentários dessa pessoa que eu conheci, a razão estava sempre ali como uma fratura exposta. Mas quando, como um anjo, ela se excluía do problema, me divertia por saber que, por meios e oratórias diferentes, estávamos os dois com a lama no joelho, na mesma altura. Me divertia porque a carga de crueldade que dava toda a verdade também contamina o orador: em um certo momento, com uma agressão aguda, perdia a razão. O que faz alguém tão certo descer para dizer assim essas coisas? Ou será subir?

Aos diabos. Quem precisa de razão que vá buscá-la. É lindo como estamos todos na mesma. O que muda é o estilo do discurso. A corrente artística. Se você escreve como uma advogada ou como um publicitário. Não se cutuca um escorpiano assim e se espera sair ileso. A vingança é amarga. A réplica é doce. Um beijo.

 Escrito por Fred às 17h48 [] [envie esta mensagem]



Artista de circo

Todo trem num percurso de seus trilhos passa pela noite e pelo dia. O caminho nunca é de um tempo apenas, nem só de verão ou de inverno vive-se a vida. É natural que, como disse Lorca, a tristeza do que não se sabe nos invada vez por outra. São as ansiedades, os fantasmas que nos perseguem que não podemos esconder. Sei que o trem está com os trilhos em ordem, sei que a maquinaria está perfeita, que o maquinista é competente. É só a penumbra da noite, a neblina do mundo que dá uma melancolia, a tristeza do que não se sabe aos minutos desse dia. O medo do desconhecido, da vida sem cordas de segurança. Artistas de circo que somos, vamos entre o espetáculo acrobático de viver e o risco latente do incerto, ora na penumbra, ora sob o sol, caso contrário não seríamos de circo.

 Escrito por Fred às 16h53 [] [envie esta mensagem]



........

Uma porta se abre. Nela uma voz antiga entra caminhando. Na cama o medo de um passado, um pesadelo, um fantasma nos assola. Sobreviver apesar dos tropeços que tivemos, sobreviver apesar de tudo, não temos o explícito dos casais que se declaram o amor, o silêncio é uma aeronave solícita, que aceita seus viajantes sem preço de embarque. Viajamos nele.

Quem para em nossa porta? Não se sabe, não se saberá, sombras do que foi a vida, espectros do que será o tempo daqui pra frente, são sempre impressões, não se pode esperar que logo nós que somos um pouco loucos consigamos ter a vida normal que se vende nas propagandas de margarina. Como nós, há uma legião, acho até que os normais é que são anormais.

O medo nos cerca, sempre cercará, o vil da vida é vizinho. Os ecos do que foi não podem reverberar no futuro. É difícil destrancar as portas para mim também, é difícil por para dormir os cachorros que fantasiamos de guarda em nosso inconsciente. Se somos autênticos, tempos tempo de sobra. Não temos de ter pressa. Sejamos todos mais corajosos quando deveríamos ser medrosos e mais medrosos quando deveríamos ser corajosos. É na experiência e no erro que se vive. O acerto é um estado de espírito.

 

 



 Escrito por Fred às 22h53 [] [envie esta mensagem]



O discurso

Todo o planejamento para o discurso foi por água abaixo. Me embriaguei, subi no palco e sem embaraçar as palavras, disse com toda certeza, coisas de bêbado sincero, emocionei os meus amigos, também bêbados e deu tudo certo. Viva o improviso. O momento. Viva o hoje, aprendendo do passado com a esperança do futuro. Viva o conhaque, os amigos, os palavrões em discursos tradicionais e protocolares. Viva nós. A flor da pele.

 Escrito por Fred às 15h01 [] [envie esta mensagem]



Anedota

Como já dizia o homem contemporâneo: Se não for biodegradável, pode por no prato que eu como.

 Escrito por Fred às 11h01 [] [envie esta mensagem]



Tem muita cobra no mundo.

O mundo é cheio de cobras, você ouve quando é pequeno. E até acredita. Mas não entende que ele é cheio, porque você não vê nenhuma. O mundo é cheio de cobras. A coisa fica preta quando você descobre que uma delas trabalha com você, e, por influência acaba de demitir dois dos caras mais gente finas e trabalhadores do pico. Por uma questão de ego. Mamãe não ensinou a se virar sozinho e o que ele faz? Ele demite gente, pior, ele manda outra pessoa fazer, finge que não está acontecendo nada.
É feio estar perto de pessoas como essas. Vou sentir saudades dos amigos, bons amigos, por causa de um legítimo bostinha que não tem hombridade pra assumir as próprias broncas, um merdinha, desses tantos que infelizmente esse meio que é a propaganda propicia a proliferação, um meio cheio de coisas divertidas e profundas mas com essas brechas, onde esses merdinhas sobem de vida e pisam nos outros como se pisassem no chão.
O cara provavelmente tem uma vida pessoal muito infeliz e não sabe conviver com as pessoas, chega achando que é o melhor cara do mundo, ganha um salário dos sonhos e pelo nome que ele tem que sabe-se lá em cima de quem ele conquistou ele tem toda influência de mandar mandarem embora pessoas que nem mesmo trabalham diretamente com ele, nem pra ele, com ele. É um merda. Um bosta, de se falar de boca cheia. É o tipo de gente que só faz peso na Terra. É um desabafo porque o cara é um lixo humano, metido a sabido e no fundo no fundo, o que ele sabe? Tem tantos assim na propaganda...Demissão, bom, todo mundo sabe que está sujeito quando começa a trabalhar, mas espera pelo menos que seja por um motivo justo ou porque não é mesmo útil, enfim, a gente espera ser demitido por motivos profissionais, seja porque não somos mais necessários ou porque não correspondemos e o nosso trabalho não estea ajudando. Mas por questões pessoais eu acho imaturidade de um cara que se julga melhor. Não sabe conviver com as diferenças, não sabe conviver com as pessoas. Enfim, é um cara infeliz que atrapalha a vida dos outros. O trabalho dos caras era bom, eles trabalhavam muito e inclusive seguravam as buchas do bonitinho que saía mais cedo e deixava os outros se f. no lugar dele.
Muita coisa a gente aprende, aprendi nesse meio diversas coisas que não quero ser e por eliminação aprendi como não agir e quem não ser. Tive chefes muito bacanas e íntegros, colegas de trabalho realmente especiais, pessoas bem legais, e de vez em quando vem um palhaço como esses. A gente tem que aturar. Tem que entender. Pior, a gente tem mesmo é que acreditar que tem muita cobra no mundo. Engolir em seco. Mas se existe um senso de compensação universal, esse merda deve ser realmente infeliz, realmente infeliz. É a vida. Segue a banda.



 Escrito por Fred às 15h06 [] [envie esta mensagem]



Novidade

Pra não atrapalhar mais a profunidade desse blog com assuntos mais profundos do futebol, criei um blog cosmojornalístico para falar de futebol e suas quimeras...

O endereço é www.ecaixa.blogspot.com

Visitem!

 Escrito por Fred às 15h24 [] [envie esta mensagem]



Pra não atrapalhar mais a profunidade desse blog com assuntos mais profundos do futebol, criei um blog cosmojornalístico para falar de futebol e suas quimeras...

O endereço é www.ecaixa.blogspot.com

Visitem!

 Escrito por Fred às 15h24 [] [envie esta mensagem]



Sarro Póstumo

O site oficial do Schumacher colocou no ar uma pesquisa para enaltecer o alemão, em detrimento da última campanha apagada do campeão. Ela pergunta quem é melhor, ele ou Senna. Claro, no site do alemão, só de ir até lá ninguém ia votar no Senna, certo?
Até parece.
Os caras do kibeloco descobriram o acaso, e como a gente é brasileiro sempre sem grana, sempre fodido, mas sempre com um tempinho pra sacanear, eis o que aconteceu. Eles alertaram todo mundo a votar e saiu até no blog do Juca Kfouri, circula agora em egroups de amigos e em sites de esporte. Resultado: Senna lidera as votações em 65%.
Curiosamente na hora de votar, agora, o site sai do ar. Algo semelhante ao que Prost fazia com Senna.
Moral da história: o alemão definitivamente entra em crise agora, sendo que de todos os títulos que conquistou sempre ouviu o fantasma do Senna de perto. Talvez o alemão seja tão rápido porque durante as provas alucine, vendo o fantasma do carro do nosso especial Ayrton Senna e tente alcançá-lo. Grande Senna, eterno amigo das manhãs de domingo, sacaneando com o Schumacher como ele fez com o Prost no Japão em 90. Porque isso é essencialmente brasileiro?
Porque brasileiro se fode sempre, mas tem sempre um tempo de tirar um sarro. Mesmo póstumo. Valeu Senna.





 Escrito por Fred às 10h47 [] [envie esta mensagem]



Devaneio numa reunião

Num trilho na noite azul escura, Miles Davis no horizonte da estação espera o trem que chega. Ele sobe. O trem parte. Estação vazia. Em um minuto Miles Davis chega na estação a espera do próximo trem. Uma serpente locomotiva chega. Miles Davis sobe. A serpente parte. Estação vazia. Em um minuto Miles Davis chega na estação e espera seu trem. De longe vem rolando um planeta. Miles Davis sobe. A estação fica sozinha. Vazia.

 Escrito por Fred às 18h01 [] [envie esta mensagem]



Discurso de formatura

Fui escolhido pra ser orador da minha turma. Com mais dois amigos de faculdade. A real é que eu tenho que montar um discurso pra esses caras, que se formaram comigo, uns deles viraram meus irmãos, outros deles eu sequer sei o nome. Preciso dizer algo a eles, tão diferentes, sequer acho que posso dizer alguma coisa sem que fique geral demais, mal somos uma turma, são várias dentro de uma. Fiquei a pensar enquanto estávamos no bar, eu, Pôla e Marião, os outros dois oradores, no que eu queria dizer.
A Pôla ia mandar o mundo à merda com aquela graça que só ela tem, graciosa demais a moça, dizer a todo mundo que parem de falar, de discursar (sic), e façam por onde ter o que dizer. Algo legítimo e sonhador, super verdadeiro dela. Nada mais poderia ser e está perfeito. O Marião vai à lá AC/DC venerar o que representamos e o que modificamos, com o bom humor escrachado e não menos legítimo dele, um discurso ébrio, na verdade um discurso alcólatra, que ainda bem ele fará, ou teria eu que fazer. Ambos disseram coisas importantíssimas e em real, me aliviaram um peso, me deram uma liberdade porque eu queria dizer isso também e eles dizem muito, mas muito melhor que eu. Sobrou tempo pra dizer eu mesmo o que eu penso. E me puseram pra finalizar esse discurso. Selar o que eles disseram, gostei da chance, é o desafio na vida de um escritor de buteco.
O momento é sagrado, poxa, são 5 minutos onde eu posso falar algo que eles levariam pro resto da vida ou deixarão ali naquele auditório, o que seria desperdiçar uma chance de ouro. Ou não, pensei depois. Quantas chances de ouro não tive durante esses 4 anos, umas que se eternizaram em lembranças outras que passaram lívidas? Seria assim tão hipócrita achar que 5 minutinhos de suas atenções fariam toda a diferença? Acho que sim, descobri então que discursar jamais será só por mim ou só por eles. Tem que ser por nós, bem infantil mesmo, ingênuo...com aquela pontinha de experiência que pela primeira vez temos. (Putaquepariu, isso não era a adolescência?! Será que nada m... enfim.)
Quando me coloquei na equação, aí a coisa toda começou a fazer sentido. Porque o discurso seria para eles? Se afinal, eu faço parte dessa turma, preciso dizer algo que eu realmente desejo a mim mesmo, adaptar a todos nós. O que eu desejo dizer a mim mesmo nesse rito de passagem, o que eu posso dizer que eu vá lembrar que disse pro resto da vida, como aquela vez em que eu falei o meu primeiro eu te amo (que claro, era de mentira), o meu primeiro adeus (também de mentira), a primeira gaguejada (essa não poderia ter sido mais sincera) na frente dela, que a gente nunca esquece? O que eu quero dizer, porra? Não tenho f?órmula nenhuma pra dar, tipo, piegas, sunscreen, vivam mais, errem mais...bla bla bla. Tem que ser uma parada visceral...uma coisa que descobri é que o mundo e o tudo mais é muito maior que tudo que nós pensamos, que o acaso é realmente mais extenso que o infinito e que cada surpresa a gente toma, que eu vou te contar.
E nessa, você pode fazer pós graduação, mestrado, doutorado, MBA, o caralho à quarta potência, que não adianta, sempre tem o chnao que tinha aqui logo agora pouco e cadê? Não tem ensaio, a vida não tem, não permite ensaio. O que foi a faculdade? O desejo dos nossos pais de que estivéssemos preparados, ensaiados pra vida. O nosso desejo de, antes, encher a cara, experimentar de tudo, comer todo mundo e se sentir irresponsavelmente vivo e depois o de arrumar um ofício, um jeito de ganhar mais dinheiro que os nossos pais poderiam nos dar pra encher mais a cara, experimentar mais coisas, comer mais gente só que mais responsável...Ensaios para o que não se ensaia. Percebi que é tudo sempre um improviso, um se vira nos 30 a cada 15. E então, assim, como nenhum curso ou manual vai preparar ninguém pra porra nenhuma e ao mesmo tempo eu quero que dê muito certo pra todo mundo (tudo bem, pra quase todo mundo), o que é que a gente pode usar num discurso pra dizer exatamente isso, um discurso, digamos assim, funcional, que a gente pode precisar mais pra frente e daí pode lembrar e usar?
Acho que é boa sorte. Porque não tem o que fazer, é rezar e fazer figas pra dar certo, porque você pode ser o candidato number 1 do processo de trainee da Unilever, mas você nunca está preparado. Podemos, com isso, uns sentirmos medo, outros, entusiasmo. A real é que todo mundo sente um misto, que é a ansiedade. E o que pode ajudar a gente nessas horas? Boa sorte. Assim, como quem solta um filho no mundo e tranca a porta de casa com ele fora, eu queria dizer boa sorte pra todo mundo, trancado do lado de fora, é claro.
Boa sorte, porque cada um é do seu jeito e se eu disser beba mais, tem gente que vai achar que eu sou alcólatra, apesar do público facinho que eu rapidamente conquistaria...se eu disser, metam mais, tem gente que vai achar que eu sou ninfomaníaco e não vai gostar, vulgar, se eu disser se preparem pra vida, na boa, eu me mandaria à merda...porra, faculdade de propaganda, 5 minutos de atenção de formandos, pais e mestres e o que o merdinha consegue dizer é se preparem? Nã...Ou então eu poderia fazer um discurso dizendo como foi bom, mas que será muito melhor...mentira, a gente nunca sabe. Nego pode sair do auditório e ser atropelado, certamente vai ser pior. E aí? Acontece ué...
Esse discurso precisa ser verdadeiro, e como eu não sou lá o mais altruísta, pra isso eu preciso que ele faça sentido pra mim. Que seja uma verdade pra mim...o que eu desejo? Me encontrar, encontrar alguém, ser feliz, o que mais? Putz, listas e mais listas do que a gente quer...mas o que é comum, o que precisa pra ter tudo isso, aquilo que acompanha time campeão, o que é indispensável, mais que tudo, que sem esse não funciona, tipo o mundo sem H2O? É sorte.
Porque conhecer a gente conhece muito pouco e domina excessivamente muito menos. O que nos auxilia contra o desconhecido? A sorte. A sorte de ter coragem na hora certa, a sorte de ter medo na hora certa, a sorte de reconhecer e de ignorar, a sorte de ter amigos irmãos, a sorte de ter uma mulher com um olhar profundo pra olhar dentro, a sorte de ter sorte, a sorte de estar vivo, a sorte de poder, a sorte de acontecer mesmo quando a gente fez de tudo pra não acontecer. Sorte. Boa e muita sorte, porque o futuro é mais branco que folha sulfite. E que agonia que não dá isso? Por isso, sorte. Agora preciso montar esse discurso. Depois conto como foi.

 Escrito por Fred às 12h24 [] [envie esta mensagem]



Peleísmo, a nova religião.

Eu queria dizer, mas disseram antes de mim:

http://operabufa.uol.com.br/default.asp?sid=11

 Escrito por Fred às 11h48 [] [envie esta mensagem]




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